Eu digo o que penso e defendo quem amo. Meu jeito é esse. Minha forma de agir é essa desde que nasci. Não sei se isso é certo, errado ou legal, mas não conheço outra forma de ser. Todo mundo vai nos decepcionar um dia. já me decepcionaram, já decepcionei, mesmo sem querer. E a vida segue assim. Só não entendo como uma pessoa não pode ser ela mesma com outra sem causar algum constrangimento ou não satisfação. Acho que tudo é equilíbrio: eu tento te entender, você tenta me entender. Eu procuro me colocar no seu lugar, você procura se colocar no meu. Se eu vejo que passei do ponto peço desculpa, se você vê que passou do ponto você pede desculpa. Ninguém é sempre santo ou sempre devasso. Ninguém é dono da verdade, nem melhor que ninguém. Por isso, a gente guarda a arrogância no fundo do peito, engole o orgulho e dá o primeiro passo. Alguém tem que dar o primeiro passo, não é mesmo? Mas quer saber? Eu cansei de sempre dar o primeiro passo. Sei perdoar. Ou pelo menos me esforço pra isso. Tento me perdoar, tento te perdoar. Então eu pergunto: e você? Você sabe?

Clarissa Corrêa   (via vivendodeilusoes)

(Source: clarissacorrea, via deteriorate-d)

Minha vontade agora é sumir. Chamar você. Me esconder. Ir até a sua casa e te beijar e dizer que te amo e que você é importante demais na minha vida… Sim, eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você. Se a vida acabasse hoje ou daqui mil anos, eu escolheria você…

Caio F. Abreu. (via incertacerteza)

(Source: re-mar-amar, via incertacerteza)

Eu quero é ser o melhor que você merece. E de tudo que posso ser pra você, eu só pediria que nunca fugisse de mim. Eu irei segurar sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder. E esperar suas mudanças naturalmente sem forçar você. Roubar mil beijos seus, quando você decidir ter alguma crise de raiva, tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a você. E eu não somente diria que canta mal como cantaria com você. E quando você decidir falar demais, que eu debruçe sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer. E, quando for desastrado, que haja fôlego para não morrermos de tanto rir. E que você sinta vontade de precisar de mim, mas não só quando houver necessidade, que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo. E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades. Eu quero sempre encontrar você, seja lá onde você estiver, e que eu consiga ser o seu perfeito, mesmo sendo imperfeito.

Tati Bernardi. (via incertacerteza)

(Source: des-centralizar, via incertacerteza)

E eu fiquei o dia inteiro esperando alguma notícia sua. Uma mensagem, um telefone, uma carta, um sinal de fumaça. Qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. E como sempre, a única coisa que apareceu foi o nada. O mesmo nada de sempre. Pensei que você estaria aqui, comigo, como esteve no ano passado. Pensei que você iria sorrir comigo. Pensei que você iria me fazer sorrir com você. Pensei coisas demais, e esse é o meu mau, sempre pensar e pensar. Eu penso demais. Eu penso demais em você. Mas eu, realmente, queria algum sinal de você. Um sinal de que você lembrou desse dia, que você lembrou do quanto eu odeio esse dia e que talvez você tentaria torná-lo melhor. Esse é outro problema que eu possuo: expectativa. Sempre criando expectativas sobre coisas que não fazem mais sentido, sobre coisas que nem ao menos existem mais. Sempre criando uma nova forma, um novo jeito, uma nova maneira de ainda acreditar que um eu e você possa ser tornar um nós. Uma nova expectativa que é sempre assassinada no final do dia. Não por mim, mas por você que não é capaz de acreditar nisso, que não é capaz de ver o que é óbvio. Eu sei, eu sei… Você tem os seus motivos, as suas escolhas, as suas crenças. Mas e eu? Como eu fico nisso tudo? Fico de lado, como sempre. Fico como a última opção caso todas as outras opções venham a falhar. Mas eu sempre estarei aqui pra você. Esse é problema das promessas, você tem que cumpri-lás, mesmo que elas venham a te matar por dentro. E você me matou por dentro. Desde que saiu pela porta da minha vida alegando conflitos que só existiam na sua cabeça. Você me matou aquele dia e eu continuo morta, esperando você voltar para tentar me trazer de volta àquela vida que só existia com você ao meu lado. Mas você não dá sinais, você não dá notícias. Você me tirou da sua vida, e talvez, eu tenha aprendido a te ignorar da minha. Apenas talvez, porque ainda consigo sentir os seus braços me abraçando nas madrugadas salgadas, porque ainda consigo te sentir me observando ao amanhecer. Mas eu sei que são apenas coisas da minha cabeça, eu sei que são apenas armadilhas que o meu coração cria para tentar acreditar que você ainda está aqui, para convencer-me, ou parte de mim, que você ainda não se foi, que você ainda se encontra tatuado para sempre dentro de mim. 

E eu me pego voltando ao passado em um dia que eu deveria estar pensando apenas no futuro. No que estar por vir. Mas não, eu preciso pensar em você. Eu preciso enganar com um sorriso uma lágrima de saudade. Eu preciso mentir pra mim mesma dizendo que você não faz falta, que você é apenas mais um entre tantos outros que se foram e que ainda virão - mesmo você sendo único. Eu preciso dizer entre dentes que você é apenas mais um babaca que me perdeu, que me deixou ir e que nunca mais me terá, mesmo sabendo que essa é uma das maiores mentiras que há. E eu preciso dizer entre lágrimas que não te amo mais, que não preciso mais de você para os meus dias serem completos, que não preciso de você e nem da sua presença para nada, porque você é apenas um ser insignificante que não soube me dar valor… Mesmo sabendo que isso continua sendo mentira. E todos os dias eu acordo dizendo que não te amo, e que você é apenas passado, mesmo sabendo que você é o futuro que eu quero pra mim e que o nosso amor sempre será eternizado em mim.

Mas eu esperei por você, até agora. Até um segundo atrás. Pois agora, a partir de hoje, não desejo mais nada de você. Só quero o seu desprezo, o seu desdém. Quero o seu silêncio. Por que será isso que teremos agora: silêncio eterno. Por que eu quero te odiar, quero te matar dentro de mim como você me matou. Por que, hoje, você matou a única parte que não havia assassinado em mim. Por que hoje, agora e sempre, você será apenas mais um babaca que não soube me dar valor, quando tudo o que eu fiz por você foi… simplesmente tudo. E chega. Chega de pensar em você todos os dias. Chega de mentir. Agora é verdade. É tudo verdade. Eu não te amo, eu não te quero, eu não te preciso, eu não te sinto mais. Você morreu, morreu em mim. Passou da parte mais bonita, para a parte mais obscura, fria e sem vida em mim. Hoje, agora, eu te matei. Não por opção, mas por necessidade.

Hoje você morreu em mim e para mimBeatriz Coelho. (via thinking-of-y0u)

(Source: incertacerteza, via incertacerteza)

Assim como nasceu meu amor por você, também morreu. De uma maneira ridícula. Eu lembro bem, cheguei na sua casa atrasada, perfumada e sem grandes intenções. E você me recebeu suado e sem graça porque, afinal de contas, era tudo mentira que sabia cozinhar. Pra piorar, a pizza chegaria em instantes, mas seu interfone estava quebrado. Você me olhou como uma criança que é pega fazendo arte e eu te amei loucamente. Naquele segundo, a chavinha virou pra direita e catapuft: te amei absurda e infinitamente.

Eu tinha motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar. Você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faria rir 100 encarnações e você é bom em tudo, mesmo não querendo ser bom em nada. Seu coração é gigante, tão gigante que você, por medo, prefere a superfície.

Mas eu te amei, mesmo, por causa daquele segundinho, o segundinho que a chavinha virou para a direita. O segundinho da pizza e do interfone.

E assim foi por quase dois anos. Eu me perguntava quando isso teria fim. Motivos profundos, nobres e óbvios para deixar de te amar também não me faltaram, mas nenhum deles foi suficiente ou funcionou.

Você acompanhou com olhos humildes e humilhados todos os passos da sua ex naquela festa e eu continuei te amando. Você confundiu Chico com Vinicius e eu continuei louquinha por você. Você tinha aquele probleminha de não segurar o prazer e meu maior prazer sempre foi qualquer segundo ao seu lado. Você me largou sozinha naquele hospital, com a minha mãe sem saber se tinha ou não metástase, e foi para a praia com seus amigos bombados. E eu, no fundo, te perdoava, te entendia, te amava cada vez mais. Você me mandou embora da sua casa, do seu carro, da sua vida, da memória do seu computador, do seu celular e do seu coração. Você me deletou. E eu passei quase um ano quietinha, te esperando, rezando pra Santo Antônio te ajudar a ver que amor maior no mundo não poderia existir.

Eu segui amando e redesenhando cada dobrinha da sua pele, cada cheiro escondido dos seus cantinhos, cada cílio torto, cada risada alta, cada deslumbre puro com a vida, cada brilho nos olhos quando o mar estivesse bonito demais. Cada preguiça, cada abandono, cada estupidez, cada limitação, cada bobeira. Amava seus erros assim como amava os acertos, porque o que eu amava, enfim, era você.

CATAPUFT!

E eu me perguntava, quase já sem agüentar mais, sem entender tamanha entrega burra, quando isso finalmente teria um fim. Quando minha coluna ia voltar a ser ereta, minha cabeça erguida e meus passos firmes? Quando eu iria superar você?

E foi assim, sem avisar, por causa de um segundo sem grandes enredos, que a chavinha, catapuft, fez meia volta e virou para a esquerda. Me devolvendo a mim, me devolvendo à vida. Dissolvendo você no ar, trazendo cores, cheiros e possibilidades de volta. Matando o homem que eu mais amei na vida bem na noite de Natal.

Enquanto todos comemoravam o nascimento de Deus, eu comemorava a sua morte. A morte de quem e para quem eu já tinha sido mais fiel, refém, escrava e discípula do que para qualquer outro deus.

Era véspera de Natal e você me ligou. Meu coração se encheu de esperança, de pureza, de fé, de alegria. Do outro lado, sua voz nasalada e banal me disse, assassinando meu coração e se suicidando na seqüência: essa ligação não é uma recaída natalina, não, é apenas porque eu tava aqui, sem fazer nada, e pensei… quer trepar? Catapuft.

Não, eu não quero trepar. Mas quer saber? Eu também não quero mais te amar. O menino da pizza e do interfone virou um homem solitário, infeliz e descartável. Catapuft. Pode parecer loucura, mas tirar você do meu peito foi o meu melhor presente que já ganhei.

Tati Bernardi, No Natal comemorei… A sua morte. (via thinking-of-y0u)

(Source: incertacerteza)

Mas você marcou na minha vida, como que eu vou esquecer?

Projota. (via enfatizar)

(Source: rap-em-acao, via minhalma)

Era uma questão de te olhar e saber que nenhum sonho bom seria melhor do que você.

Camila Costa  (via umfoda-seprasociedade)

(Source: camilacosta, via minhalma)

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