—Clarissa Corrêa (via vivendodeilusoes)
(Source: clarissacorrea, via deteriorate-d)
—Caio F. Abreu. (via incertacerteza)
(Source: re-mar-amar, via incertacerteza)
—Tati Bernardi. (via incertacerteza)
(Source: des-centralizar, via incertacerteza)
E eu me pego voltando ao passado em um dia que eu deveria estar pensando apenas no futuro. No que estar por vir. Mas não, eu preciso pensar em você. Eu preciso enganar com um sorriso uma lágrima de saudade. Eu preciso mentir pra mim mesma dizendo que você não faz falta, que você é apenas mais um entre tantos outros que se foram e que ainda virão - mesmo você sendo único. Eu preciso dizer entre dentes que você é apenas mais um babaca que me perdeu, que me deixou ir e que nunca mais me terá, mesmo sabendo que essa é uma das maiores mentiras que há. E eu preciso dizer entre lágrimas que não te amo mais, que não preciso mais de você para os meus dias serem completos, que não preciso de você e nem da sua presença para nada, porque você é apenas um ser insignificante que não soube me dar valor… Mesmo sabendo que isso continua sendo mentira. E todos os dias eu acordo dizendo que não te amo, e que você é apenas passado, mesmo sabendo que você é o futuro que eu quero pra mim e que o nosso amor sempre será eternizado em mim.
Mas eu esperei por você, até agora. Até um segundo atrás. Pois agora, a partir de hoje, não desejo mais nada de você. Só quero o seu desprezo, o seu desdém. Quero o seu silêncio. Por que será isso que teremos agora: silêncio eterno. Por que eu quero te odiar, quero te matar dentro de mim como você me matou. Por que, hoje, você matou a única parte que não havia assassinado em mim. Por que hoje, agora e sempre, você será apenas mais um babaca que não soube me dar valor, quando tudo o que eu fiz por você foi… simplesmente tudo. E chega. Chega de pensar em você todos os dias. Chega de mentir. Agora é verdade. É tudo verdade. Eu não te amo, eu não te quero, eu não te preciso, eu não te sinto mais. Você morreu, morreu em mim. Passou da parte mais bonita, para a parte mais obscura, fria e sem vida em mim. Hoje, agora, eu te matei. Não por opção, mas por necessidade.
—Hoje você morreu em mim e para mim — Beatriz Coelho. (via thinking-of-y0u)
(Source: incertacerteza, via incertacerteza)
Assim como nasceu meu amor por você, também morreu. De uma maneira ridícula. Eu lembro bem, cheguei na sua casa atrasada, perfumada e sem grandes intenções. E você me recebeu suado e sem graça porque, afinal de contas, era tudo mentira que sabia cozinhar. Pra piorar, a pizza chegaria em instantes, mas seu interfone estava quebrado. Você me olhou como uma criança que é pega fazendo arte e eu te amei loucamente. Naquele segundo, a chavinha virou pra direita e catapuft: te amei absurda e infinitamente.
Eu tinha motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar. Você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faria rir 100 encarnações e você é bom em tudo, mesmo não querendo ser bom em nada. Seu coração é gigante, tão gigante que você, por medo, prefere a superfície.
Mas eu te amei, mesmo, por causa daquele segundinho, o segundinho que a chavinha virou para a direita. O segundinho da pizza e do interfone.
E assim foi por quase dois anos. Eu me perguntava quando isso teria fim. Motivos profundos, nobres e óbvios para deixar de te amar também não me faltaram, mas nenhum deles foi suficiente ou funcionou.
Você acompanhou com olhos humildes e humilhados todos os passos da sua ex naquela festa e eu continuei te amando. Você confundiu Chico com Vinicius e eu continuei louquinha por você. Você tinha aquele probleminha de não segurar o prazer e meu maior prazer sempre foi qualquer segundo ao seu lado. Você me largou sozinha naquele hospital, com a minha mãe sem saber se tinha ou não metástase, e foi para a praia com seus amigos bombados. E eu, no fundo, te perdoava, te entendia, te amava cada vez mais. Você me mandou embora da sua casa, do seu carro, da sua vida, da memória do seu computador, do seu celular e do seu coração. Você me deletou. E eu passei quase um ano quietinha, te esperando, rezando pra Santo Antônio te ajudar a ver que amor maior no mundo não poderia existir.
Eu segui amando e redesenhando cada dobrinha da sua pele, cada cheiro escondido dos seus cantinhos, cada cílio torto, cada risada alta, cada deslumbre puro com a vida, cada brilho nos olhos quando o mar estivesse bonito demais. Cada preguiça, cada abandono, cada estupidez, cada limitação, cada bobeira. Amava seus erros assim como amava os acertos, porque o que eu amava, enfim, era você.
CATAPUFT!
E eu me perguntava, quase já sem agüentar mais, sem entender tamanha entrega burra, quando isso finalmente teria um fim. Quando minha coluna ia voltar a ser ereta, minha cabeça erguida e meus passos firmes? Quando eu iria superar você?
E foi assim, sem avisar, por causa de um segundo sem grandes enredos, que a chavinha, catapuft, fez meia volta e virou para a esquerda. Me devolvendo a mim, me devolvendo à vida. Dissolvendo você no ar, trazendo cores, cheiros e possibilidades de volta. Matando o homem que eu mais amei na vida bem na noite de Natal.
Enquanto todos comemoravam o nascimento de Deus, eu comemorava a sua morte. A morte de quem e para quem eu já tinha sido mais fiel, refém, escrava e discípula do que para qualquer outro deus.
Era véspera de Natal e você me ligou. Meu coração se encheu de esperança, de pureza, de fé, de alegria. Do outro lado, sua voz nasalada e banal me disse, assassinando meu coração e se suicidando na seqüência: essa ligação não é uma recaída natalina, não, é apenas porque eu tava aqui, sem fazer nada, e pensei… quer trepar? Catapuft.
Não, eu não quero trepar. Mas quer saber? Eu também não quero mais te amar. O menino da pizza e do interfone virou um homem solitário, infeliz e descartável. Catapuft. Pode parecer loucura, mas tirar você do meu peito foi o meu melhor presente que já ganhei.
—Tati Bernardi, No Natal comemorei… A sua morte. (via thinking-of-y0u)
(Source: incertacerteza)
—Projota. (via enfatizar)
(Source: rap-em-acao, via minhalma)
—Camila Costa (via umfoda-seprasociedade)
(Source: camilacosta, via minhalma)
NIGHTNIGHT by DEDDY